Depois de um longo período estacionado estou batalhando um tempo para voltar a cuidar do Blog, já que o trabalho e as atividades andam tomando muito do meu tempo, e quando estou em casa quero mesmo é descanso. Hoje procurei alguns vídeos do antigo Grupo B do campeonato mundial de rally, onde os carros tinham pouca restrição de potência e acabaram gerando graves acidentes já que os carros eram verdadeiros canhões. A categoria acabou banida pela falta de segurança gerada pelo excesso de potência e elevado risco, mas restaram as belas imagens daquelas máquinas e seus loucos pilotos.
Produzida no Brasil pela Willys Overland no final da década de 50 e depois pela Ford á partir de 1970 a Rural era baseada no Jeep Station Wagon, e com poucas alterações era fabricada em outros países como Argentina e Japão.
Modelo Argentino fabricado pela Kaiser conhecido como Estanciera. No Japão ela foi fabricada pela Mitsubishi como o nome de J-37 e é considerada por muitos como a mãe da Mitsubishi Pajero, já que foi um dos primeiros veículos com características de Station Wagon e Off road produzidos pela fábrica.
Mitsubishi J37. O desenho do modelo brasileiro é exclusivo, feito pelo estilista automotivo Brooks Steven a pedido da Willys Overland e alguns dizem ser inspirado na arquiterura moderna da cidade de Brasília que na época ainda estava em construção.
Anúncio do modelo 4x2 quando já era fabricado pela Ford. No início o modelo era fabricado com tração 4x2 ou 4x4 e motor seis cilindros de 161 polegadas cúbicas ( 2.6 litros) ou o motor 3.0 que utilizava o mesmo bloco e também equipava o Willys Itamaraty. A partir de 1975 passou a utilizar o motor Ford OHC de 2.3 litros com 90 cv de potência, o nome do veículo agora era F-75 Rural. Também existia é claro a versão Militar, Pick-up F-85 que era fabricada desde 1961 com o nome de Jeep Pick-up.
Ford F-85. A Rural conquistou muitos admiradores pela robustez e facilidade de manutenção, qualidades que são exigidas de um veículo que nunca fugiu do trabalho pesado e até hoje é querida pelos fãs de veículos off road antigos, sendo muito fácil encontrar esses modelos rodando por aí com motorizações e suspensões mais modernas. Para finalizar deixo uma matéria bem legal do programa Auto + com um pouco da história da nossa querida Ruralzinha. Um abraço á todos!
O novo brinquedo do ex-piloto de Motocross freestyle e agora piloto de Rallycross o menino maluquinho Travis Pastrana deixa qualquer um de queixo caído. O Dodge Dart preparado é uma legítima fera para o asfalto e estradas de terra, um verdadeiro canhão! O motor 2.0 saltou de 186 cv para 600 cv! Se o torque de um Honda Civic Si que tem 19,2 Nm de torque deixa você empolgado esqueça! O Dodge tem 742 Nm de torque, uma verdadeira arma! Confira as belas imagens do piloto se divertindo com o brinquedo:
Criado para ser o substituto do Fusca o VW Gol chegou ao mercado em 1980 depois de quatro anos de projetos e avaliações. Baseado nos Volkswagem Scirocco e Golf a carroceria demonstrava algumas semelhanças visuais e mecânicas com seus irmãos, como pode ser visto nas fotos abaixo:
Logo no seu lançamento acabou recebendo várias críticas graças ao baixo desempenho do motor 1300 herdado do Fusca, logo sendo substituído pelo 1600 do Fuscão, o que ainda não representava muito em desempenho. Em 1984 em resposta ao lançamento do Ford Escort Xr3 a VW apresentou o Gol GT com motor 1.8 de 99 cv que também acabou derivando o 1.6 para as outras versões. Em1987 era efetuada sua primeira reestilização: frente mais baixa, pára-choques plásticos envolventes e grandes lanternas traseiras. As versões eram CL, GL, e GTS, o BX saía de linha.O esportivo trazia faróis de neblina integrados ao pára-choque, faróis principais maiores, largas molduras laterais, novas rodas, aerofólio traseiro, o painel só mudou em 1988. Em 1989 era apresentado o Gol GTI, o primeiro carro nacional a utilizar a injeção eletrônica de combustível e que logo se tornou sonho de consumo de 100% dos apaixonados pelo gol.Ainda no ramo do pioneirismo tecnológico foi o primeiro a utilizar um motor 1.0 16v e um 1.0 Turbo, só que esses já não pertenceram ao bom e velho Gol "quadrado". O ronco do 2.0 de 122 cv do GTI com escape esportivo original ainda é um dos melhores e mais convidativos sons que um apaixonado por carros nacionais pode ouvir, principalmente quando aconchegado nos bancos Recaro e de frente com o painel com mostradores vermelhos. O desempenho não chega a ser empolgante mas o prazer de dirigir o carrinho remete aos bons tempos em que os carros nacionais tinham personalidades marcantes. A partir dessa fase o Gol caiu na mesmice do mercado nacional, carros politicamente corretos e sem graça. Bons tempos de Gol GTI, Escort XR3, Uno 1.6R e Kadett GSI sem falar nos esportivos de décadas anteriores. Para finalizar deixo um pouco do Gol GTI mostradopelo jornalista automotivo Renato Bellote, um dos poucos vídeos onde se pode ouvir o belo ronco do motor:
domingo, 15 de julho de 2012
Lançado no Brasil em 1973 o Chevette é um carro com uma história bem rica, já que na verdade ele veio das divisões européias da Chevrolet chamadas Vauxhall e Opel. A Opel principalmente é responsável por grandes sucessos no mercado brasileiro já que a GM sempre optou pelo modelo europeu de veículos para serem vendidos no Brasil, entre eles estão o Opala que nada é mais que um Opel Rekord com o motor do Chevrolet Impala e que mais tarde foi responsável por outros sucessos como o Monza (Opel Senator) e o Astra (Opel Astra). O que poucos sabem é que diferente do carrinho simpático e econômico, o Chevette já teve uma versão de Rally vendida na Europa. Sonho de muitos preparadores o Vauxhall Chevette HS tinha um motor "domado" 2.3 litros multiválvulas de 200 CV de potência. Digo "domado" já que a versão de competição chegava facilmente a 240 CV e com um veneno mais bravo chegavam até os 280 cavalos! No vídeo à seguir fica uma amostra do Chevette Hatch endiabrado:
E aí, deu uma vontade de andar em um Chevettinho?
No mercado nacional esse carro teve suas versões "apimentadas" apenas no nome, o Chevette GP e o Chevette S/R mantinham o visual esportivo e o comportamento mansinho demais, mesmo assim deixaram sua história como um dos carros mais queridos de sua época. Interessante o comercial de lançamento do Chevette S/R, bem ao estilo Super Máquina:
Politicamente incorreto até a medula! Bons tempos em que a propaganda e os carros nacionais ainda tinham personalidade marcante!
Para finalizar fica AC/DC e alguns belos Chevettes. Saudações!